As chuvas voltaram nesta semana (22 a 26 de setembro) ao Centro-Oeste e ao Sudeste, trazendo alívio às pastagens que enfrentaram um longo período de estiagem. Segundo o zootecnista Rodrigo de Mundo, analista da Scot Consultoria, as precipitações começaram a se espalhar pelas duas regiões, mas ainda em volumes abaixo do ideal para recompor a umidade do solo.
Em Goiás, que apresentava a situação mais crítica, a chuva finalmente chegou, embora de forma leve e bem distribuída, com acumulados que não devem ultrapassar 20 mm. Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, há variações entre áreas mais afetadas e menos impactadas pela seca, reflexo das precipitações localizadas registradas nas últimas semanas.
No Sudeste, o retorno das chuvas é mais expressivo. Espírito Santo e Rio de Janeiro lideram com acumulados entre 35 mm e 45 mm. Em São Paulo e Minas Gerais, o cenário marca o fim da estiagem, mas os solos ainda registram severo déficit de umidade.
Para Rodrigo, apesar de representarem um alívio importante, as chuvas precisam se manter de forma mais constante para realmente reverter os impactos da seca nas pastagens e recuperar o potencial produtivo.